Aula 03 — Sinal filogenético
No mapa dos métodos, esta aula cobre a coluna Há sinal? para atributos contínuos e discretos. O exemplo brasileiro são os cantos de anuros da Bocaina (Garey et al. 2018).
Slides
As figuras dos slides foram geradas em R; o código está em R/aula03_*.R.
Em 3 minutos
Conteúdo
- O que é “sinal” filogenético
- Medidas para atributos contínuos: um mapa
- K de Blomberg, passo a passo
- λ de Pagel e o guia de Pearse et al. (2025)
- Autocorrelação: I de Moran e C de Abouheif
- Mantel e distogramas
- PVR: componentes filogenético e específico
- Atributos categóricos: D, decomposição de Rao e δ
Código R (aula prática)
- Roteiro prático (executado)
K e λ com os testes, referências simuladas, I de Moran, C de Abouheif, Mantel, PVR e o D de Fritz & Purvis, com os cantos da Bocaina. O código roda na página. - Roteiro da edição de 2020 ·
aula-3-quarta-modificada.R
A segunda metade (K, λ, D, PVR, correlograma de Moran, Mantel) é desta aula; a primeira (estados ancestrais), da Aula 7. - Distograma filogenético ·
phylogenetic-distogram.R - Decomposição da diversidade pelos nós ·
SUPFILEAc.R
Pacotes: ape, phytools, caper, adephylo.
Dados utilizados
canto.csvefilogenia_bocaina.txt: cantos de anuros da Bocaina (Garey et al. 2018)Anolis.treesvl.csvelopomorph.tre,elopomorph.csveanguila.nexarvore.txt,traits selecionados.txtetestes_matrix_r.txt
Desafio
Entregue um script .R que rode do zero numa sessão limpa, as figuras pedidas e até uma página de interpretação. Critério: o script roda (30 %); as escolhas estão justificadas (30 %); a interpretação está correta (40 %).
Quanto sinal há em cada atributo? Com data(anoletree, anole.data, package = "phytools"): (1) estime K e λ, com os testes (phytools::phylosig(..., test = TRUE)), para SVL, comprimento da cabeça (HL) e número de lamelas (LAM), que no anole.data já estão em logaritmo natural. (2) Simule um atributo por BM na mesma árvore (phytools::fastBM()) e outro sem relação com ela (rnorm()) e estime K e λ para os dois. (3) Faça uma tabela com tudo. Avaliação: compara os atributos reais com as duas referências simuladas e não interpreta sinal alto como restrição.
- As seções 1 a 3 do roteiro fazem exatamente isso com a frequência dominante dos cantos da Bocaina.
anoletreevem com os ecomorfos mapeados (classesimmap); ophylosig()aceita a árvore assim mesmo.- Os atributos estão em
anole.data, uma coluna por atributo, com as espécies nos nomes das linhas: usesetNames(anole.data$SVL, rownames(anole.data)). Os valores já estão em log natural: não apliquelog()de novo. - Fixe a semente antes de cada teste por permutação e das simulações.
library(ape); library(phytools)
data(anoletree, anole.data, package = "phytools")
atributos <- c("SVL", "HL", "LAM")
# para cada atributo: phylosig(..., method = "K", test = TRUE)
# phylosig(..., method = "lambda", test = TRUE)
# referências: fastBM(anoletree) e rnorm(Ntip(anoletree)), com nomes
# tabela final: atributo, K, p(K), lambda, p(lambda)As respostas comentadas serão publicadas aqui depois do prazo de entrega.
Leituras recomendadas
- Revell & Harmon (2022), Phylogenetic Comparative Methods in R: seção 4.6
- Pearse, Davies & Wolkovich (2025): como definir, usar e interpretar o λ
- Münkemüller et al. (2012): como medir e testar o sinal
- Blomberg et al. (2003): o K
- Revell et al. (2008): sinal, processo e taxa