Glossário
Os termos técnicos do curso, com a aula em que aparecem
Termos técnicos em inglês ficam em itálico quando não há tradução de uso corrente. O número entre parênteses é a aula.
A árvore e os dados
- Cladograma, filograma, cronograma (1)
- Desenhos da mesma árvore em que os comprimentos de ramo não têm significado, representam divergência ou representam tempo.
- Árvore ultramétrica (1)
- Árvore em que todas as pontas estão à mesma distância da raiz; um cronograma de espécies atuais é ultramétrico.
- Politomia (1)
- Nó com mais de dois descendentes; soft quando os dados não resolvem a ordem das divergências, hard quando a divergência foi de fato simultânea.
- Newick, Nexus (1)
- Formatos de texto para árvores. O Newick guarda só a árvore e os comprimentos; o Nexus é organizado em blocos e guarda também dados.
- Déficit Darwiniano, déficit Raunkiaeriano (1)
- Falta de conhecimento sobre as relações entre as espécies e sobre os seus atributos, respectivamente.
- Índice de Colless, γ de Pybus (1)
- Medidas da forma da árvore: a simetria (Colless) e a concentração dos nós perto da raiz (γ < 0) ou das pontas (γ > 0).
Base dos métodos
- Movimento browniano (BM) (2)
- Modelo em que o atributo muda ao acaso, com variância σ²t proporcional ao tempo e sem tendência; o modelo nulo da maioria dos métodos.
- Matriz de covariância filogenética (C) (2)
- Matriz cujos elementos são o tempo compartilhado por cada par de espécies desde a raiz; sob BM, a covariância esperada entre as espécies é σ²C.
- Contrastes independentes (PIC) (2)
- Diferenças padronizadas entre espécies ou nós irmãos, independentes entre si sob BM (Felsenstein 1985).
- Árvore-guia (2)
- A árvore de 7 espécies de Freckleton et al. (2002) usada nos exemplos passo a passo do curso.
Há sinal?
- Sinal filogenético (3)
- Tendência de espécies aparentadas serem mais parecidas do que espécies tiradas ao acaso da árvore. É um padrão, não um processo.
- K de Blomberg (3, 8)
- Razão entre a semelhança observada entre parentes e a esperada sob BM; K = 1 sob BM. O Kmult é a versão para dados de alta dimensão (8).
- λ de Pagel (3, 4)
- Multiplicador das covariâncias de C: λ = 0 é a árvore em estrela; λ = 1, o BM.
- PVR (3)
- Regressão de um atributo contra os autovetores da matriz de distâncias filogenéticas, que separa um componente filogenético de um específico.
- D de Fritz & Purvis (3)
- Medida de sinal para atributos binários: 0 se o atributo evoluir como um BM com limiar, 1 se o atributo estiver distribuído ao acaso na árvore.
Estão associados?
- PGLS (4)
- Regressão por mínimos quadrados generalizados com a covariância dos resíduos dada por σ²C (ou por uma transformação dela, como λ).
- GLM filogenético (4)
-
Regressão logística ou de Poisson que considera a filogenia (
phylolm::phyloglm, com os métodos logísticos oupoisson_GEE). - Teste de Pagel (6)
- Comparação entre um modelo em que dois caracteres binários evoluem de forma independente e outro em que as taxas de um dependem do estado do outro.
- Pseudorreplicação filogenética (6)
- Quando uma única mudança evolutiva, herdada por muitas espécies, é contada como várias observações independentes.
Como evolui?
- Ornstein-Uhlenbeck (OU) (5)
- Movimento browniano com uma atração, de força α, para um ótimo θ.
- Meia-vida filogenética (5)
- ln 2/α: o tempo para o atributo percorrer metade da distância até o ótimo. Lida em relação à altura da árvore.
- Early burst (EB), ACDC (5)
- Modelo em que a taxa de evolução cai (EB, o caso desacelerado do ACDC de Blomberg et al. 2003) ou sobe com o tempo.
- Tendência (5)
- BM com um deslocamento médio μ por unidade de tempo; só identificável com fósseis.
- AICc, pesos de Akaike (5)
- Critério para comparar modelos com números diferentes de parâmetros, corrigido para amostras pequenas, e o suporte relativo de cada modelo.
- Modelo Mk (6)
- Modelo de Markov para k estados discretos, descrito por uma matriz Q de taxas instantâneas; as probabilidades ao longo de um ramo são P(t) = eQt.
- ER, SYM, ARD (6)
- Restrições sobre Q: todas as taxas iguais, taxas simétricas entre pares de estados, todas as taxas diferentes.
- Taxas ocultas (6)
-
Categorias de taxa não observadas, que permitem que a velocidade de mudança varie ao longo da árvore (
corHMM). - Modelo de limiar (6)
- Um estado discreto determinado por um atributo contínuo não observado (a liability) que cruza um limiar.
- Matriz de taxas evolutivas (8)
- Versão multivariada de σ²: variâncias e covariâncias evolutivas entre vários atributos.
- Verossimilhança penalizada (8)
-
Ajuste de modelos multivariados quando há mais variáveis do que espécies (
mvMORPH::mvgls), comparados pelo GIC.
Como era o ancestral?
- Parcimônia de mudança quadrada (7)
- Estimativa dos estados ancestrais que minimiza a soma dos quadrados das mudanças; ponderada pelos comprimentos de ramo, coincide com a máxima verossimilhança sob BM.
- Estimativa marginal × conjunta (7)
- A marginal dá a probabilidade de cada estado em cada nó, integrando sobre os demais; a conjunta busca o conjunto de estados mais verossímil em todos os nós ao mesmo tempo.
- Mapeamento estocástico (7)
- Simulação de histórias completas do caráter na árvore (estados e mudanças ao longo dos ramos), usada para contar mudanças.
- Filomorfoespaço (7, 8)
- A árvore projetada no espaço de dois atributos (ou eixos), com os nós nas estimativas dos estados ancestrais.
Atributos multivariados
- Superposição de Procrustes (GPA) (8)
- Remove das coordenadas dos marcos as diferenças de posição, escala e rotação; o que sobra é forma.
- Tamanho do centroide (8)
- Raiz da soma dos quadrados das distâncias dos marcos ao seu centroide; a medida de tamanho da morfometria geométrica.
- Modularidade, integração (8)
- Integração é a covariação entre partes do fenótipo; módulos são conjuntos de atributos integrados entre si e relativamente independentes dos outros.
- PCA filogenética (8)
- PCA que estima as covariâncias evolutivas entre os atributos usando a matriz C (Revell 2009).